Segue a lista dos mais citados na pesquisa realizada pelo E-Cult na modalidade "Teatro".
Texto
Ângelo Faria Turci por Francisco - do tempo em que se nascia bufão
Aloísio Villar por Dona Carola
Edu Porto por Era só por uma noite: Guerra Doce
Rômulo Rodrigues por Favela - O Musical
Sérgio Maggio por L - O Musical
Direção
Ângelo Faria Turci por Francisco - do tempo em que se nascia bufão
Rafael Gomes por Gota d'água [A Seco]
Viviani Rayes por Para Onde Ir
Victor Fontoura por Nascituros
Daniel Gondim por Medo
Ator
Adalmir Cardoso por Perfume de Gardênia
Yashar Zambuzzi por Para Onde Ir
Roberto Rodrigues por Espelunca
Adriano Pellegrini por Espelunca
Ricardo Pereira por Hollywood
Atriz
Laila Garin por Gota d'água [A Seco]
Letícia Spíller por Doroteia
Rosamaria Murtinho por Doroteia
Viviani Rayes por Blackbird
Patrícia Selonk por Hamlet
Cenário
Os Lúcidos Enlouquecem Mais
Doroteia
Blackbird
Espelunca
Um sonho para Meliès
Figurino
Francisco - do tempo em que se nascia bufão
Doroteia
As Bondosas
Um sonho para Meliès
Medo
Propaganda
Era só por uma noite: Guerra Doce
Doroteia
Tom na Fazenda
Luiz Gama - Uma voz pela liberdade
O Porteiro
Conjunto da obra
Era só por uma noite: Guerra doce
Nascituros
Hamlet
Vidas Secas
Salém
Musical
Vamp - O Musical
Rio Mais Brasil - O Musical
L - O Musical
Favela - O Musical
Ayrton Senna - O Musical
Espaço Cultural
Theatro Bangu
Teatro Riachuelo
SESC Tijuca
Centro Cultural Banco do Brasil
Caixa Cultural
Esquete ou Performance
Café
Medo
Over - A Última Dose
Dona Boca
Zulmira - Mulher solteira procura
Destaques Especiais
Grupo Galpão pelos 35 anos de carreira
Grupo Armazém pelos 30 anos de carreira
Cia Atores de Laura pelos 25 anos de carreira
Coletivo Que Legado
Cia Os Excluídos pelo projeto Teatre-se
Leitura dramatizada de Por Elas no Centro Cultural do Poder Judiciário
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
domingo, 17 de dezembro de 2017
Os mais citados no E-Cult 2017
Os 40 livros mais citados na pesquisa do E-Cult em 2017 foram:
Escravidão e liberdade na Imperial Fazenda de Santa Cruz / João Batista Correa / Editora Multifoco
Lugar Comum / Adriano Silva / Editora Hope
Poesia Volume I / Brunno Vianna / Clube de Autores
O Herdeiro da Máfia / Vitória Moreira / Giostri Editora
O Bobo da Corte / Adriano Soares / Clube de Autores & Lado B - Literatura Independente
Rastro de Salamandra / Karla Rakal / Villar Luna
Berta Loran - 90 anos de Humor / João Luiz Azevedo / Litteris Editora
Antologia de Prosadores e Poetas Brasileiros Contemporâneos - Homenagem para Clarice Lispector / Editora Porto de Lenha
Vozes Escritas / Vários Autores / Lado B - Literatura Independente
Poesia Volume II / Brunno Vianna / Clube de Autores
Amar Com Poesia / Evandro Ferreira / Premius Editora
A Outra Igreja / Pedro Marinho / Chiado Editora
Perdas e Ganhos /Bruno Black / Litteris Editora
Antologia de Prosadores e Poetas Brasileiros Contemporâneos - Homenagem para Machado de Assis
Dedos de Prosa / Vários Autores/ Clube de Autores / Lado B - Literatura Independente
Amor em Degradé / Gabriel Tironi / Editora Hope
Como eu gostaria que você tivesse me conhecido / Gilberto Santos / Editora Multifoco
Pelas ruínas do amor / Galdy Galdino / Litteris Editora
A Mansão do Rio Vermelho / Artur Laizo ; Editora Novo Século
Dez Vidas - Meu olhar sobre elas / Lino Correia / Altaneda
Sou Lésbica, Sim Vitória Moreira / Editora Multifoco
Solidão e outras companhias / Marwio Câmara / Editora Oitoemeio
Poemar e Amar / Vários Autores / Ediora Fonte de Papel
Amor / Aloísio Vilar / Autografia
Luar / Clodoaldo Lima / Clube de Autores / Lado B - Literatura Independente
Escritos de Um Verão / Vários Autores / Editora Illuminare
Genealogias Mazombas / Bruno Silva / Eduff
Carol / Letícia Spiller / Editora Catatau
Praticando a criatividade em sua vida / Davi Giordano / Independente
Meus dois pais / Walcyr Carrasco / Editora Moderna
O Chefe Secreto / Jéssica Milato - Editora Hope
Solo Sagrado / Joice Cruz / Editora Hope
Na calada da noite / Mércia Ferreira / Editora Hope
Despertar e outros poemas / Diego Demetrius Fontenele / Chiado Editora
O Circo da Alegria / Betânia Paz Lisboa / Fundação Gregório de Mattos
Poético / Bruno Black / Litteris Editora
Da Poesia / Hilda Hilst / Companhia das Letras
Tarja Preta / Brunno Vianna / Clube de Autores
Como se fosse a casa (uma correspondência) - Ana Martins Marques e Eduardo Orge / Relicário Edições
Árion - O Reflexo de um outro mundo / Pablo Madeira / Editora Xeque Mate
Cinco autores mais citados (em ordem alfabética)
Escravidão e liberdade na Imperial Fazenda de Santa Cruz / João Batista Correa / Editora Multifoco
Lugar Comum / Adriano Silva / Editora Hope
Poesia Volume I / Brunno Vianna / Clube de Autores
O Herdeiro da Máfia / Vitória Moreira / Giostri Editora
O Bobo da Corte / Adriano Soares / Clube de Autores & Lado B - Literatura Independente
Rastro de Salamandra / Karla Rakal / Villar Luna
Berta Loran - 90 anos de Humor / João Luiz Azevedo / Litteris Editora
Antologia de Prosadores e Poetas Brasileiros Contemporâneos - Homenagem para Clarice Lispector / Editora Porto de Lenha
Vozes Escritas / Vários Autores / Lado B - Literatura Independente
Poesia Volume II / Brunno Vianna / Clube de Autores
Amar Com Poesia / Evandro Ferreira / Premius Editora
A Outra Igreja / Pedro Marinho / Chiado Editora
Perdas e Ganhos /Bruno Black / Litteris Editora
Antologia de Prosadores e Poetas Brasileiros Contemporâneos - Homenagem para Machado de Assis
Dedos de Prosa / Vários Autores/ Clube de Autores / Lado B - Literatura Independente
Amor em Degradé / Gabriel Tironi / Editora Hope
Como eu gostaria que você tivesse me conhecido / Gilberto Santos / Editora Multifoco
Pelas ruínas do amor / Galdy Galdino / Litteris Editora
A Mansão do Rio Vermelho / Artur Laizo ; Editora Novo Século
Dez Vidas - Meu olhar sobre elas / Lino Correia / Altaneda
Sou Lésbica, Sim Vitória Moreira / Editora Multifoco
Solidão e outras companhias / Marwio Câmara / Editora Oitoemeio
Poemar e Amar / Vários Autores / Ediora Fonte de Papel
Amor / Aloísio Vilar / Autografia
Luar / Clodoaldo Lima / Clube de Autores / Lado B - Literatura Independente
Escritos de Um Verão / Vários Autores / Editora Illuminare
Genealogias Mazombas / Bruno Silva / Eduff
Carol / Letícia Spiller / Editora Catatau
Praticando a criatividade em sua vida / Davi Giordano / Independente
Meus dois pais / Walcyr Carrasco / Editora Moderna
O Chefe Secreto / Jéssica Milato - Editora Hope
Solo Sagrado / Joice Cruz / Editora Hope
Na calada da noite / Mércia Ferreira / Editora Hope
Despertar e outros poemas / Diego Demetrius Fontenele / Chiado Editora
O Circo da Alegria / Betânia Paz Lisboa / Fundação Gregório de Mattos
Poético / Bruno Black / Litteris Editora
Da Poesia / Hilda Hilst / Companhia das Letras
Tarja Preta / Brunno Vianna / Clube de Autores
Como se fosse a casa (uma correspondência) - Ana Martins Marques e Eduardo Orge / Relicário Edições
Árion - O Reflexo de um outro mundo / Pablo Madeira / Editora Xeque Mate
Cinco autores mais citados (em ordem alfabética)
Adriano Silva
Brunno Vianna
Bruno Black
João Batista Correa
Vitória Moreira
Cinco editoras mais citadas (em ordem alfabética)
Clube de Autores
Companhia das Letras
Hope
Litteris
Multifoco
x
sábado, 28 de outubro de 2017
Depois de Ter Você
Alguns anos atrás eu evitava erroneamente assistir monólogos
por achá-los chatos. Era uma ideia preconceituosa que absorvi de outras pessoas e acabei levando adiante. Felizmente passei a assistir mais monólogos e passei a gostar, mais do que isso, passei a admirar. Hoje assisti o
premiado espetáculo Depois de Ter Você.
Estou desde então pensando no que escrever sobre o espetáculo. O impacto que o mesmo
exerce nos espectadores nos deixa sem palavras. Justamente por não encontrar
palavras que possam resumir o que senti ao ver o ator Orlando Marttins em cena
aviso que este texto não se trata de mera crítica, não falo aqui como um técnico, pois já não uso a razão. Ainda estou profundamente emocionando. A peça é forte e ferve sem pudor. Em contrapartida, a personagem se revela frágil. O espaço intimista da CATP foi muito bem
aproveitado. A sensação que eu tive é que o espaço se ampliava. Não tinha como piscar os olhos enquanto o sangue cênico escorria. Senti medo, senti pena, senti dor e muitas outras coisas ao mesmo tempo. São muitas sensações, emoções e pensamentos se misturando ainda agora. Orlando transmite uma
verdade em cena e se revela um ator brilhante, digno dos aplausos possíveis. Para os que assistiram certamente será uma peça inesquecível.
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Entrevista com Gilberto Santos
Como
eu gostaria que você tivesse me conhecido é o novo livro
de Gilberto Santos e antes mesmo de ser lançado já está dando o que falar,
tendo com um dos temas centrais o suicídio. Gilberto, o que te motivou a
escrever sobre este assunto?
Não costumo escolher o tema para os meus livros, geralmente são eles
que me escolhem. Um belo dia estava em casa, e essa ideia de que quando
partimos desta vida e tudo aquilo que tentamos representar ficará eterna ou
cairá no esquecimento? Foi dai que a ideia original do romance surgiu, se seria
possível se apaixonar por alguém que já se foi….O suicídio então foi inserido
na história a partir da ideia original sobre alguém que desesperadamente não
consegue esperar o tempo natural dos acontecimentos. O tempo para encontrar o
seu grande amor.
Não é só a literatura
do Gilberto que carrega uma função social, mas o prórpio processe de divulgação
e publicação seguem por este caminho, já que partir desta temática delicada
você está contribuindo diretamente com a ONG CVV (Centro de Valorização à vida)
Como a campanha funciona?
Resolvi que o melhor a ser feito na vida é sempre poder ajudar, e
todos nós temos o dever cívico de contribuir através do engajamento seja ele
qual for. Descobri a ONG depois de perceber que outras vozes merecem ser
ouvidas, e como o tema do livro é crucial para alguém que sofre de depressão ou
até mesmo aqueles que sucumbem a morte. A campanha funciona através da doação
no site kickante, onde todos podem doar o quanto desejar.
Como tomou conhecimento
da ONG?
Através da internet, e depois conversando com pessoas que já haviam
dependido da sua ajuda.
Para escrever “Como eu
gostaria que você tivesse me conhecido” você fez algum tipo de pesquisa com
pessoas que tentaram suicídio ou que possuem, pelo menos, algum tipo de
depressão?
Não, eu realmente mantive alguns aspectos da trama na ficção, tendo é
claro contribuído através de histórias ou pessoas que tive o contato no passado
que sofreram ou sofrem deste mal.
O escritor Ivan Alixandria
que escreveu o prefácio do livro foi uma das pessoas que mais se empolgaram com
o projeto. Pode explicar de que forma o livro mexeu com o Ivan e como você o
convidou para escrever o prefácio?
Realmente ele foi uma das pessoas que conheci através do projeto do
livro; fiquei lisonjado como ele abraçou a causa e a história, e essa foi
também a razão que me fez convidá-lo para assinar o prefácio do livro que teria
mudado todos nós envolvidos no projeto.
Como está sendo a repercussão
do livro?
A repercussão do livro ainda estar por vir, mas a campanha é o foco do
momento, este livro virou uma causa social.
Como é o seu processo
de escrita?
Intuitivo 100%, não faço nada que não seja movido pela minha
inspiração ou até mesmo intuição. Mas desde o momento que essa história surgiu
sabia que tinha um grande sucesso nas mãos.
Antes de escrever “Como
eu gostaria que você tivesse me conhecido”, você publicou outros livros de
forma independente. No caso, foram livros de poesia. Como foi essa transição de estilos e o que
você mais gosta de escrever?
Sim é verdade Brunno, antes quando eu comecei a minha inspiração era
somente para textos curtos, poesias no geral. Esse romance foi uma surpresa, me
deixou muito feliz essa transição de estilos. Gosto de escrever, textos dos
mais variados. Nesse momento estou ainda colhendo o que esse Romance/Paranormal
poderá vir à trazer a minha curta carreira de escritor. Mas consigo prever uma
grande mudança dentro de mim.
Você acha que a poesia
no Brasil é desvalorizada? Por quê?
Infelizmente existe uma dificuldade para compreender esse gênero de
escrita que acho belíssimo e dificílimo, e de pouca compreensão na grande
maioria. O poeta é um ser que destoa das grandes massas, por isso elegi para o
meu livro um personagem/ poeta e mártir no romance. Uma homenagem para todos
que se sentem incompreendidos.
Como é ser escritor
independente no Brasil?
Muito difícil, mas a grande maioria de artistas no Brasil passam por
grandes provações até conseguir fazer a sua voz ser ouvida na multidão. Resta
saber o quanto você ama escrever, isso irá ser determinante no quão longe você
chegará.
Algum recado ou dica
para os escritores independentes?
Persistir é a palavra do escritor independente. Se você ama o que faz,
o prazer é somente uma questão de tempo para unir reconhecimento e talento.
Gilberto, muito
obrigado pela entrevista e por tocar nesses em assuntos que permeiam a
sociedade contemporânea.
domingo, 6 de agosto de 2017
A Fábrica dos Cem Mil
Prestigiar o trabalho dos
alunos da Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna é fundamental para a
contuinuidade das ações realizadas por esta entidade, principalmente quando a
cultura do Rio de Janeiro e do Brasil como um todo passa por momentos delicados
com vários teatros e espaços culturais fechando as portas.
Os alunos da Martins Penna
fizeram da resistência um gatilho para um bom espetáculo. A Fábrica dos Cem Mil
carrega um elenco que mantém do começo ao fim uma cumplicidade ímpar com o
espaço, a iluminação e a música.
Originalmente escrita em 1920,
o texto de Karen Tchápek continua atual.
Discute o papel da mulher na sociedade contemporânea e as hierarquias, além de tecer
breve crítica ao sensacionalismo presente nas mídias. Um texto que aborda as
subordinações do dia-a-dia é complementado com os papéis espalhados pelo
palco, valiosa representação da
inevitável burocracia.
Na prática são usadas as
técnicas de Luigi Pirandello. As relações entre as personagens são quebradas e cada
uma delas passa a contemplar a própria imagem e os próprios medos. O metateatro,
que poderia ser mais explorado é uma boa ferramenta.
Percebe-se a consciência
corporal coletiva quando uma caneta cai acidentalmente e o elenco compactua com
uma riquíssima pausa e movimento de corpo até que a caneta fosse pega. Chegou a
ser poético.
A montagem me proporcionou
viagens lúdicas para universos e referências dramatúrgicas, literárias e até mesmo
históricas, já que é possível trabalhar a partir do texto a Revolução Russa, a Revolução
Industrial e a Revolução Francesa.
Uma coisa que destaco é a
imagem do anjo devidamente identificada e eventualmente trocada de posição. Imediatamente
lembrei de uma frase de Shakespeare: “Se a
rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume.” A maior surpresa é que depois de pensar nesta
citação deparei com uma rosa usada em cena.
terça-feira, 25 de julho de 2017
Novidade!
Boa noite! Estou com um projeto que valoriza a leitura e a escrita da poesia, acreditando que qualquer pessoa é capaz de escrever e se aperfeiçoar no formato que desejar, na medida que a arte é livre. Para isso estou percorrendo redes sociais em busca de novos poetas. Vamos trocar ideias?
terça-feira, 11 de julho de 2017
Os Lúcidos Enlouquecem Mais em Taquara
Superando as apresentações anteriores, Os Lúcidos Enlouquecem
Mais teve uma boa estreia na sede da Cia de Arte e Teatro Popular em Taquara,
sendo o pontapé inicial da Cia Os Excluídos, se levarmos em consideração que o
ator Brenno Costa, que também assina a autoria e a direção da peça substituiu eventualmente
o ator André França. Além disso, nota-se algumas mudanças nas marcações, que
deram outro tom ao espetáculo.
A Cia Os Excluídos nasceu como um grito de alguns artistas dispostos a romper paradigmas. Apoiados em textos intensos e polêmicos de Brenno Costa, entram no mercado encarando uma temporada em paralelo com apresentações eventuais em espaços alternativos do Rio de Janeiro. É um coletivo que não pensa no certo e no errado. Não pensa se vai dar certo ou não. Não pensa em fazer, simplesmente faz, independente da disposição de verbas.
Em Os Lúcidos Enlouquecem Mais é óbvio que alguns ajustes ainda são necessários, sobretudo, em relação ao ritmo e ação / reação dos atores, mas durante o processo, certamente isso vai
acontecer.
Com uma trilha sonora ímpar, o espetáculo carrega cheiro de pólvora. Duas prostitutas em uma relação complexa e dois amigos que planejam um grande roubo movimentam a trama.
A Cia Os Excluídos nasceu como um grito de alguns artistas dispostos a romper paradigmas. Apoiados em textos intensos e polêmicos de Brenno Costa, entram no mercado encarando uma temporada em paralelo com apresentações eventuais em espaços alternativos do Rio de Janeiro. É um coletivo que não pensa no certo e no errado. Não pensa se vai dar certo ou não. Não pensa em fazer, simplesmente faz, independente da disposição de verbas.
![]() |
| Os atores André França e Roberto Meniguelo |
Com uma trilha sonora ímpar, o espetáculo carrega cheiro de pólvora. Duas prostitutas em uma relação complexa e dois amigos que planejam um grande roubo movimentam a trama.
O início da
peça ocorre em banho maria, talvez propositadamente, para que a ebulição a
partir do conflito entre as personagens de Anna Beatriz Marques e Roberto
Menguelo seja mais notada, e por fim, alcance o objetivo do diretor: provocar a
plateia. Isso acontece em uma ousada cena de sexo seguida por um acesso de
loucura em Aline, vivenciada por Anna Beatriz Marques em plena maturidade
cênica.
Ainda vale destacar a poesia de Rimbaud, com o mérito de suavizar o enredo e a forma como as pausas são utilizadas neste momento específico. Considero que entre
acertos e erros, o ponto forte do elenco é que eles se arriscam, dão a cara a tapa em prol da arte. Na conjuntura atual espetáculos que ousam são ainda mais necessários. Em síntese, vale a pena assistir Os Lúcidos Enlouquecem Mais.
A peça segue em cartaz na CATP (Estrada do Tindiba, 2495 - Taquara) sempre aos sábados às 20:00.
![]() |
| atriz Anna Beatriz Marques |
Ainda vale destacar a poesia de Rimbaud, com o mérito de suavizar o enredo e a forma como as pausas são utilizadas neste momento específico. Considero que entre
acertos e erros, o ponto forte do elenco é que eles se arriscam, dão a cara a tapa em prol da arte. Na conjuntura atual espetáculos que ousam são ainda mais necessários. Em síntese, vale a pena assistir Os Lúcidos Enlouquecem Mais.
A peça segue em cartaz na CATP (Estrada do Tindiba, 2495 - Taquara) sempre aos sábados às 20:00.
(Brunno Vianna é historiador, dramaturgo e estudante de Teatro)
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