O Brasil é o país dos contrastes até mesmo no futebol. O pentacampeão perdeu de goleada para a Alemanha. E onde está o patriotismo presente nos jogos da Croácia, Camarões e Chile? Pois é, esse é o nosso povo que torce quando convém. Aliás, torcer para a seleção não significa, necessariamente, ser patriota. Agora virou moda comparar o Brasil com a Alemanha, um país que seria exemplo na educação e na saúde.
Até que ponto o futebol e a política se misturam? Será que a derrota do Brasil poderá influenciar de alguma forma o resultado das eleições? O fato é que a política é uma caixinha de surpresa e o futebol também.
Bom, eu parto do princípio que não devemos comparar pessoas, tampouco, comparar países. Li no facebook que a Alemanha tem uma história linda. Não foi uma pessoa que escreveu, mas várias. E isso se reproduz de forma assustadora, assim como o slogan "Tem estádio, mas não tem saúde; tem estádio, mas não tem educação". Confesso que tenho medo. Será que as pessoas não estão reproduzindo este conteúdo sem uma análise crítica apropriada como se tudo que postassem no facebook fosse verdade?
É certo que a Alemanha de hoje não é a sombra da Alemanha que lutou as guerras mundiais. O país melhorou em todos os sentidos, mas o Nazismo não tem nada de lindo, convenhamos. E se o Brasil quiser chegar ao "nível" da Alemanha, o primeiro passo não está numa reforma política, e sim numa reforma social. Em algumas cidades alemãs é proibido beber cerveja ou vinho em lugares públicos. A classe media de lá não tem o costume de comprar carros antes dos vinte e cinco anos, e quando compra, permanece anos com o mesmo. Eles não têm empregada doméstica e nem previdência social. Na media, os planos de saúde e os transportes são tão caros quanto no Brasil. A mão - de - obra é supervalorizada, ou seja, não há pechincha, não há descontos, nem adianta chorar.
No país de Isabel de Baviera o jeitinho brasileiro não tem vez. Será que estamos prontos para morar na Alemanha? Mesmo se tivesse esta opção, ficaria no Brasil. O que resta é aproveitar o final da Copa. Se a taça será da Alemanha ou da Argentina, não sei, mas quem ganhou mesmo de goleada neste mundial foram as mulheres: Dilma (Brasil), Isabel (Alemanha) e Cristina Kirchner, mais um motivo para essa ser considerada a Copa das Copas. Boa noite!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
História em Versos
Seguem alguns poemas que escrevi para serem trabalhados em sala de aula:
Pré – História
Pré – História
Eles viveram antes que houvesse a nossa escrita
Mas nem por isso
Suas vidas foram menos bonitas
Já que toda gente
Tem história para contar
Por mais que sejam “estranhos”,” monstros” e “brutos”
Se comunicavam por rabiscos
Em quaisquer muros
Seja pedra polida ou lascada
Toda história precisa e merece ser contada.
Roma (publicado na antologia Professores não só ensinam, eles também escrevem da Big Time Editora)
Da loba nasceu Roma
Eis que os Bárbaros testemunharam
Eis que os Bárbaros testemunharam
A decadência de um Império
Que no Oriente encontrou uma resistência...
Entre Constantino e a cruz,
Um Mistério
A Cultura Antiga se dissipa
E renasce com os humanistas
E resiste a cada dia
No interior dos tribunais.
E renasce com os humanistas
E resiste a cada dia
No interior dos tribunais.
Atlântico (Poema escrito para a peça A Sinhá e O poeta, apresentada em 24/10/2012. Foi publicado na antologia Professores não só ensinam, eles também escrevem da Big Time Editora.)
Choravam
as vozes negras
Dos
que deixavam a pátria
Choravam
mães e filhos
Órfãos
da África
Gente
que não era gente
Corpos
sem alma
Morriam
como indigentes
Jogados
ao mar...
Dos
que restavam o futuro era incerto
A
esperança, pequenina
Ficam
aos navegantes, as partidas comuns
Ficam aos órfãos as cicatrizes... Independência (publicado na antologia Professores não só ensinam, eles também escrevem da Big Time Editora)
Tudo começa quando João aqui adentra
Os ingleses anunciam as novas vendas
O monopólio português cessa
A esperança está acesa
O Teatro é Decente, mas o povo é indecente
Na visão de Carlota Joaquina
Aos ventos, a carnificina
Eis que Pedro dá o grito no Rio Ipiranga
Enquanto João estava com a voz entalada na garganta
O Príncipe Regente vira o Imperador Primeiro
É tido como herói e guerreiro
Mas foi morrer em Portugal
Deixando o meninote sozinho
Ao som do Carnaval
Amante das artes e das letras
Dos coqueiros e das bananeiras
E dos sonhos de liberdade
Para cessar as revoltas
Assumiu a maioridade
Da popularidade que tinha o segundo Pedro
Isabel não fazia sombra
Era casada com um estrangeiro
Causando ao povo uma desonra
A Redentora
País cheio das riquezas
Ainda no regime da escravidão
Até que veio a princesa
E libertou do cativeiro
Os nossos irmãos
Mas sem indenização.
Isabel, a redentora
Era católica até na sombra
Os filhos tardaram
Dando ao marido francês má fama e desonra
Ele, que no Paraguai
Deu um passo para a abolição
Que tiraria o país de dimensão continental
Da contramão
Isabel não era tão popular como o pai
Mas assinou a Lei Áurea
Dando aos cativos a sonhada alforria
Ato que rompeu, no ano seguinte
Com a monarquia
A república não tardou
Ninguém constatou a mudança
O Imperador exilou-se
Levou pedaços do Brasil
Para Portugal e para França
E assim termina a longa história
Da monarquia de Bragança.
Identidade (publicado na antologia professores não só ensinam, eles também escrevem da Big Time Editora).
Eu
sou um
Você
também.
Juntos
nós somos muito mais que dois.
Eu
sou branco e tu és negro
Juntos
somos todas as cores.
Do
verde e amarelo ao azul e branco
Da
África sou riso
Da
Europa sou pranto
Sou
de lá e daqui
Quem
sabe sangue tupi...
Meu
pai é de Kardec e minha mãe de Iemanjá
Eu
sou de Santo Antônio
Que
um casamento vai me arranjar
Acredito
que do Pai também sou filho
Sou
de Amazonas, mas moro no Rio.
Não
há motivos para vertigem
Pois
no fundo somos da mesma origem.
sábado, 31 de maio de 2014
A Minha Historia
![]() |
| Ao lado do ator Tiago Machado na peça A Sinhá e O Poeta, apresentada na UNISUAM em 24 de outubro de 2012. |
Quando tenho uma sala de aula, tenho um mundo a ser descoberto. Levo para lá, então, as perguntas que faço aos meus personagens de teatro: Quem eu sou? Sou na questão, um professor, e mais do que isso, sempre disposto a aprender com todos que estão ao meu redor. Trato meus alunos como gente, de igual para igual.
Um professor tem que amar o seu ofício. Eu amo profundamente o meu. Tento inovar e renovar, não somente os meus métodos de ensino, mas principalmente, mudar o meu modo de pensar.
Se não tenho material de trabalho, crio, reciclo ou invento. Para isso escrevo peças como A Sinhá e O Poeta, e poemas como Atlântico, que aborda o tráfico negreiro. Se tenho uma turma com vinte ou trinta alunos e cada um tem sua maneira única de ver a vida e cada um tem a sua realidade, por que a História deveria ser limitada à sala de aula?
terça-feira, 20 de maio de 2014
De crítico, médico e louco todo mundo tem um pouco.
Do dia para a noite todo
mundo virou crítico, seja de teatro, cinema, televisão, futebol...Esse é o
resultado da liberdade de imprensa, que defendo com todas as forças. Eu mesmo
tenho feito algumas críticas aqui no blog, mas nem sei se posso ser mesmo
considerado um crítico, já que levo muito para o lado pessoal, aliás, fazendo
teatro, não tem como não levar para o pessoal. Não acredito nessa
imparcialidade que alguns críticos dizem ter.
Agora, falando sobre aquele
crítico que escreve em jornais e revistas, que faz disso uma profissão, o
buraco é mais embaixo.
Para quem ele escreve? Para o artista? Para o leitor? Ou para o editor? Agradar
gregos e troianos é bem difícil. O triste disso tudo é ver críticos de teatro
criticando apenas para cumprir a sua função e não porque amam o teatro e
entendem disso. Imagina alguém tecer uma crítica sobre Hamlet de Shakespeare e
não citar a Ofélia... Prefiro não comentar...
Vez ou outra algum ator comenta que não liga para críticas. Não sei como
isso é possível, já que ele precisa ser visto. Não só os atores, mas todas as
pessoas querem ser reconhecidas por seu trabalho.
Eu assisto muitas peças e a modinha da vez, segundo alguns críticos é
aplaudir de pé. O crítico inglês Michael
Billington chamou este hábitio de “hábito sujo”. Por que essa discussão agora? Esses
aplausos poderiam cair sob qualquer atriz em detrimento das grandes divas da
nossa dramaturgia? Será que o público
aplaude já com a intenção de ir embora? O sujeito que aplaudiu e riu do começo
ao fim vai lembrar da peça e recomendar aos amigos no dia seguinte? E a senhora
que não esboçou risos? Será que não achou mesmo graça do espetáculo ou ficou
tão surpresa que não conseguiu reagir?
Eu nunca me fiz essas perguntas, mas creio que o fato de aplaudirem
todas as peças de pé não coloca as peças ditas ruins e as boas no mesmo
patamar. Um ator tem como saber, a partir das reações do público durante o
espetáculo e pelo tempo em que aplaudem, se realmente gostou ou não. Ah, só
para constar, essa é apenas a minha opinião.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Mulheres de Nelson no Teatro Miguel Falabella
Ninguém escreveu / descreveu a mulher tão bem quanto Nelson
Rodrigues. Partindo deste princípio, Izaac Erder e Márcio Zatta reuniram num
único espetáculo, cinco personagens femininas do anjo pornográfico. Ali,
questionando a sociedade como um todo,
elas se conhecem e se reconhecem, sem fugir do universo rodriguiano. Descobrem que são muito parecidas, a
começar porque são todas mulheres de carne e osso. Além de questionar a
sociedade, as Mulheres de Nelson questionam a si mesmas, e de certa forma,
também, o Nelson Rodrigues.
Quem já assistiu Apocalipse, outra peça da Cia Teatro da
Estrutura, certamente não vai se surpreender tanto, mas isso não tira o mérito
do elenco, nem da direção. Estão todos muito seguros em cena e a dinâmica
proposta faz com que você não tire sua atenção do espetáculo que conta com Helen Maltasch,
Carol Mattos, Fellipe Gonçalves, Sarah Diniz e Cristiana Carvalho. E segue
em cartaz até o dia primeiro de junho na Sala Atores de Laura do Teatro Miguel
Falabella. Sextas e Sábados às 21:30 e domingos às 20:30. Se você não conhece a obra de Nelson Rodrigues, assista. Se conhece,
assista também. Vale a pena.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Entrevista com Juliano Feldens
No dia primeiro de agosto de 2013 entrevistei o ator Juka Garibaldi.
Hoje, 14 de maio de 2014, entrevisto o ator Juliano Feldens. Quem é o
Juka e quem é o Juliano?
Na verdade a mesma pessoa,nunca fui uma personagem...O
"Juka" é meu apelido,por ser um apelido começou a ser visto por
mim,como um diminutivo,até brinco que "Juka" pode ser
cachorro,papagaio,periquito...O "Juliano" é o cara que nasceu no
sul,veio morar no Rio,se formou em teatro e está amadurecendo,e por este
motivo,por estar mudando,achei necessário a mudança no nome.
Por que você assumiu agora o seu nome de batismo? Essa mudança foi
repentina ou você já estava pensando em aposentar o seu apelido?
Então...estou
num outro momento,de vida,de carreira,um momento de experimentos
adultos,processos mais alternativos,buscas de "gente grande" eu já
vinha trabalhando isso,uma vez cheguei até fazer uma enquete aqui na
internet,na ocasião venceu o "Juka",mas com o passar do tempo,isso
começou a me incomodar,digo como artista...Pois não nego nada o que eu fiz,mas
as pessoas estão acostumadas a associar minha carreira a coisas infantis,peças
e atuações para este público....óbvio que tem isso!Mas não quero somente essa associação
entende?Sou um ator, e não somente um ator de peças infantis...Já fiz bastante
coisa adulta também,mas o Juka é linkado ao infantil...O Juliano veio para
mostrar que sou multifacetado....e quero que me vejam como um camaleão da arte!
E as pessoas já estão se acostumando a te chamar de Juliano?
Então...kkkkk...As
vezes alguém me liga e fala :Juka,ai a mesma pessoa me chama inbox: Juliano você tá ai?Acho que a composição do nome é bem melhor...E com o tempo todos vão
acostumar,o mais "doido",foi enviar um e-mail para cada produtor de
teatro, Tv, cinema e publicidade explicando o porque da mudança...mas sabe?todos
gostaram.
Se não fosse ator, o que você seria?
"Caracoles!"Paisagista,decorador ou produtor de moda ou botânico, algo que estudasse a natureza, coisas que pra mim não deixam de ser arte. Mas um sonho futuro é ter um sobrado,um espaço para dar aula de teatro,fazer um brechó e ter um café,um sebo de discos e livros.tudo junto....uma espécie de 'QG" da arte! onde possa expor minha coleção de brinquedos e fazer leituras,receber artistas,produzir minhas peças no meu próprio espaço.
Sei que ao longo de sua carreira, você trabalhou com peças infantis.
Fale um pouco da sua experiência com este público.
Então,certamente
é um público,muito especial...Me sinto uma pessoa também especial,porque tenho
o carinho deles...Chegar no coração das crianças não é para qualquer um,eles
sentem quem é especial...E o o mais legal é ver um pai,vindo me abraçar ou
apertar a minha mão,pois os "homens"não são muito disso...E quando
isso acontece é porque eles também compraram a ideia,sempre fiz com o coração e
sempre farei! Muita coisa que eu tenho e consegui,foi graças ao público
infantil...tenho muitas coisas que quero fazer ainda pra eles,mas numa linha
cada vez mais educativa e não somente lúdica.
Qual peça você não faria?
Olha,eu
não faria algo que eu não acredite...Teve um tempo,que acho que não foi
privilégio meu,muita gente passa por isso...Que a gente faz algumas coisas
muito "toscas" para pagar contas,e sobreviver...Mas a vida vai se
encarregando de te fazer ter mais oportunidades...Agora estou num outro
momento,posso me dar a chance de não fazer mais coisas que me agridam como
artista...Não faria mais o que não acredito.
Na outra entrevista você chegou a comentar que tem
insônia e interpretou um personagem com uma fobia, o medo de morrer dormindo.
Como foi encarar esse desafio? Isso alterou de alguma forma sua vida pessoal?
Olha,muito
boa essa pergunta..rsrsr...Pois fazem 4 meses que venho fazendo tratamento para
insônia...sempre fui uma pessoa que dormia tarde,mas dormia e sempre acordei
cedo....Mas cheguei a um limite e ai fui ao médico,ficando quase 48 hs sem
dormir....Estou melhorando,mas foi constado que sou hiper ativo,minha cabeça
não para...Eu faço mil coisas ao mesmo tempo,mas infelizmente ou felizmente não
sei ser diferente.Agora tenho feito caminhada,meditação e tenho me sentido
melhor,mas sou "noturno" não adianta....Posso dormir 4 horas que me
acordo a mil tipo:'UHUUU"
O que você indica para um ator que vai fazer seu
primeiro teste?
O
que você indica para um ator que vai fazer seu primeiro teste? Recebo uns
inbox,com essas perguntas,atores que vão fazer algum teste....Na verdade é
buscar um monólogo que tenha o seu estilo,que vc possa dar nuances,se for um
teste musical,conheça o seu timbre,até onde vc pode ir e busque uma música que
te favoreça...Expressão corporal é tudo!Movimento cortante!Nossa e muito carão
né? Convencer a você mesmo primeiro!
Já tem algum novo trabalho em vista?
Tenho
sim....Amanhã vou fazer a leitura de um texto adulto,para uma montagem que vem
por ai...Ainda esse ano vou lançar o "Plimplamplum",sim!ele não virou
lenda(rsrsrs)....E tem uma possível volta de uma peça adulta que eu já
fiz,vivendo um personagem que foi um grande desafio ter feito,é provável que eu
reviva uma "Rainha" muito má!E de boa né?Eu quero ainda fazer no
mínimo mais uns 5 projetos esse ano...ta só em maio!Mas projetos bons,que somem.
Juka, ops, Juliano, muito
obrigado por mais uma entrevista. É
sempre muito bom aprender um pouquinho contigo sobre esse amplo universo
teatral. Sucessos na sua carreira e na sua
vida.
Sucessos
na sua carreira e na sua vida. Eu é que agradeço e desejo vida longa para
vc,para o Blog e pra vc que está lendo...se gosta de mim ok!senão
"beijinho nas costas"...valeu gente!!!!
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Bodas pelo Avesso no Teatro das Artes
Joana (Naura Schneider) sonha em comemorar bodas de
prata. Não haveria nada de estranho nisso se não fosse a ideia de reunir seus
três ex maridos, já que os anos de duração dos três casamentos juntos somam
vinte e cinco anos. É claro que isso acarretaria numa grande confusão. Joana
volta a ser alvo dos três homens, interpretados por Antônio Fragoso, Luiz
Guilherme e Douglas Sampaio.Enquanto isso, sua amiga Lu, vivida por Mariana
Bassoul, não consegue de maneira nenhuma encontrar sua cara metade.
É no jantar que as qualidades e
defeitos até então desconhecidos de Joana vão aparecendo cada vez mais e mais,
a caracterizando como uma mulher de várias facetas. Na verdade ela foi se
transformando no convívio com cada um dos maridos, assim como eles também se
transformaram.
Prestes a completar cinquenta
anos, o que Joana deseja é viver em paz com seu passado, é juntar numa única
noite algumas das pessoas mais importantes de sua vida. Ela quer mostrar que o
amor não acabou, mas se tornou uma bela amizade.
Bodas pelo Avesso é uma peça leve
e divertida. As marcações são bem elaboradas. O leitor acaba se identificando com um dos
maridos ou com uma das Lauras, já que nos dias de hoje os relacionamentos
terminam por qualquer coisa.
O espetáculo escrito por Ecila
Pedroso sob a direção de Márcio Trigo. Segue em cartaz no Teatro das Artes
(Shopping da Gávea) sempre quartas e quintas às 21:00.
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